segunda-feira, 11 de outubro de 2010

DIFERENÇAS

Aposto que se todo mundo soubesse, diria: “Poxa aquela garota. Ela é ridícula”. E você principalmente. É claro, sou diferente. Diferente de todas essas garotas que você pode conhecer. Diferente de você. Eu não estou em todos os lugares badalados aos fins de semana. Eu não sou do tipo que está em todas as festas. Não que eu não goste de festas, gosto, mas só as grandes, em que eu sei que pouca gente irá me notar. Eu não tenho muitos amigos na cidade e sei que muitos dos seus amigos teem uma idéia negativa de mim. Eu sou tímida e posso parecer metida por isso, ou idiota. Eu não sei conversar ou parecer segura diante de pessoas que não conheço. Eu nunca fui popular e em nenhum momento me sinto desmerecida por isso. Eu não sou uma pessoa provida de muita beleza, não tenho pernas longas, nem me pareço com as modelos magérrimas, muito menos com as mulheres “retocadas” que estampam as capas de revistas masculinas que provavelmente você já viu. Eu estou no computador, ou na minha cama, quando você está diante de diversas garotas mais bonitas e que com certeza se julgam melhores que eu. As vezes eu me sinto neurótica por ser quem eu sou, e é nessas mesmas vezes que eu penso e agradeço por ser diferente. Eu confesso que estou com medo da sua reação perante o que estou sentindo e também que não entendo você na maioria das vezes. Antes de me questionar, pense: você é confuso. Uma vez alguém me disse que somos totalmente diferentes um do outro. E a única coisa que se passa dentro de mim é uma sensação de: eu sinto muito, mas eu jamais ousaria tentar ser alguém que não sou. Mesmo gostando tanto de você.

Eu só achava que o amor superava TODAS as diferenças. Até mesmo pra ser só amigo.

domingo, 1 de agosto de 2010

Wet Dreams

Eu sei que não deveria pensar em você, mas eu penso.
Porque essa manhã eu acordei molhada.
Sim, acordei [...]
Você e eu fazendo bang, bang, bang...
Na parte de trás do carro da sua mãe.
Por horas nós fizemos o mesmo, mesmo, mesmo! Novamente em outro carro.
Eu sei que não deveria falar de você.
Mas eu falo.
Eu digo:
_Ai meu Deus, ele é tão "fodível"
Sim, eu digo!
E você diz que você ama, ama, ama...minha bunda, porque é realmente grande!
Suavemente beija meu bum bum bum... Até você cair no sono.
Você diz:
_Oh, por favor se aproxime, sussurre em meu ouvido...
E eu faço.
Você diz:
_Grite meu nome mais alto, diga que ama isso!
E eu faço.
E você vai rápido e mais rápido assim como uma máquina do sexo.
E eu grito alto e mais alto:
_Eu amo seu p****!
E agora quando eu olho para você eu fico vermelha como um tomate.
Eu mal articulo um "Oi"...
E eu estou tão envergonhada porque toda noite, toda noite eu te vejo nos meus sonhos molhados e você é simplesmente como um astro pornográfico, e eu chupo você como uma puta.
Eu me sinto como uma puta quando eu vejo você em meus sonhos.
Eu me sinto como uma puta quando eu vejo você em meus sonhos molhados.
Eu me sinto como uma puta quando eu vejo você em meus sonhos.
Eu me sinto como uma puta quando eu vejo você em meus sonhos molhados.

E sim é só uma música.
Soko - My Wet Dreams


I know I shouldn't think about you
But I do
Cause this morning, I woke up wet
Yes I do
You and I doing bang bang bang
In the back of your mother's car
For hours we did the same same same
Again in the other car

Ohhh Oooohhh

I know I shouldn't talk about you
But I do
I say "Oh my god, he's so fuckable"
Yes, I do
And you said that you love love love
my ass, cause it's really big
Softly kissed my bum bum bum
until you fell asleep

Ohhh Oooohhh

You say "Oh please come closer, whisper in my ear"
And I do
You say "Scream my name louder, tell me you love it"
And I do
And you move faster and faster
Just like a sex machine
And I scream louder and louder
I LOVE YOUR DICK

And now when I look at you
I'm red like a tomato
I hardly articulate "Hello"
And I'm so ashamed
Cause every night every night
I see you in my wet dream
You are just like a porn star
And I suck your cock like a whore

I feel like a whore when I see you in my dreams
I feel like a whore when I see you in my wet dreams
I feel like a whore when I see you in my dreams
I feel like a whore when I see you in my wet dreams

Para ouvir clique aqui

sábado, 24 de julho de 2010

Nem sei, viu!

Porque reflete. Interpreta o papel, mas transparece. Finge que está bem, e quer estar. Mas... está? E seu rosto. Seu rosto está calado. E um humor péssimo. E uma foto péssima. E sua pele sente. E piora. E seu cabelo sente. E está ruim. E sua habilidade não existe. E seu sorriso também não. Não há inspiração. Não há motivação. Não há graça.
Já ouviu a mesma música centenas de vezes até seu estômago começar a latejar. Está quieta. E perguntam. Mas está bem, é o que responde. E se culpa por não resistir. Mas promete resistir da próxima vez. Mas quer que não haja próxima vez, quer que a próxima vez seja espontânea. Ah quer, ela quer. São quase três dias sem jantar por mais que a fome bata. Refugia-se. Prefere que não olhem pra ela sentada no canto menos visível no sofá da sala. E se a notam, inclina a cabeça para baixo. Não quer se manifestar. Não quer dizer o que lhe aflinge. Não quer falar. Não quer ter motivos bobos pra rir. Rir, ora rir de que? E ri. Ri torto e triste. Mas ri, ri de si mesma. Já olhou dezenas de vezes ao celular imóvel e jogado ao lado da cama em cima do criado mudo. Mudo. Bem mudo. Não o criado. Mas o celular. Imóvel? Celulares são móveis. Criados (de criar, não o criado) justamente para não ter que se esperar ao seu lado. E ela espera. E culpa seus aparelhos eletrônicos. Maldito computador causando lhe ansiedade. Maldita câmera digital revelando-lhe falta de alegria... Maldito celular sem voz... E se não bastasse, maldito telefone fixo. Fixo. Fixamente fixo, quieto. Parado. Fixo. E verde. De esperança? Não, talvez verde de medo. Não, é verde porque é verde... fabricaram-no verde e só. E se fosse azul? Ou amarelo ou preto como o telefone da sala, que diferença faria? Seria. E é. Apenas o telefone. Bocejos. Tédio. Ansiedade. E é... apenas o telefone. Não. É ela. Digo, ele. Quer dizer, ele para ela. E não entende. Nem é pra entender. Porque reflete, transparece e mesmo assim não é explícito. Ela é confusa. É sua defesa. Ela usa isso pra se proteger. Interpreta o papel... mas acho que deixou transparecer!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Sem título


Você parece frio.
_Você me causa frio.
Você está frio, de uma frieza que faz cortar por dentro.
_Medo.
Eu que tenho medo, e não quero que tema.
_Tenso.
E de toda tensão que eu sinto ao achar que penso em você e que pensar em você é errado.
_Não pense que eu não penso em você!
Você não pensa em mim, não se lembra de mim e tampouco talvez se importe comigo. E isso me causa desconfiança. Eu desconfio de tudo que sinto e de todos que me fazem sentir, e eu estou sentindo agora.
_Como se sente?
Não sinto nada, como se sentir demais me tornasse insensível, dormente de tanto que senti na noite de ontem.
Fica vazio.
Fica um vazio.
E mais um dia e outro e outro sentindo algo que nunca será recíproco. E mesmo sabendo disso torna-se impossível demais de esquecer. E não esquece. E agrava. Crescendo a 0,4% de tudo o que deseja acabar. E não some. E nunca desaparece, nunca adormece, nunca morre.
E leva todo seu silêncio de poucas palavras ditas (ou não) para a cama. E escolhe não ser amada pelo silêncio. E não é. Nem mesmo pelo barulho estridente de uma campanhia de um celular que não toca. Mas um pouco atormentada pelo barulho das batidas do coração que vez ou outra pede para parar. De tanto que se magoa. De tanto que é frio. De tanto que se quer. De tanto que quer o inacessível. E é você que está fora de acesso. Será que ao menos é capaz de notar? Do tanto que não é permitido pra mim.
Acesso negado. Sua senha ou nome de usuário não está correta, tente novamente. E o erro persiste. Risos, não há erro. Acesso negado. E vai continuar assim em todas as tentativas. Porque foge do meu conhecimento invadir. E as vezes seria bom aprender. Mas está frio. E eu fico imóvel na frieza, na friagem não, na frieza mesmo. Tanto que dói o estômago na ansiedade que se tem ao esperar. E não obter resposta.
E querer.
Mas é frio. Frio demais para se aproximar.
Talvez nem seja pra ser. Mas eu queria.
_Grande coisa! - respondi pra mim mesma com um sorriso triste e desanimado, simplesmente para poder terminar mais um texto sem nexo que faz todo o sentido e nem precisa de título.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Paciência


Porque?
Porque simplesmente não tenho paciência. Não mais.
Não aquela paciência que tinha em acreditar, nem tenho. Não. Já era. Estou de saco cheio. Simplesmente não aguento mais. Não dá. Não dá mesmo, não para ficar ali sentada esperando que cada palavra minha entre pelos poros da sua pele e chegue até a corrente sangüínea para enxarcar o cérebro de todo essa coisa de "amorzinho" com ajuda dos capilares sangüíneos. Não. Porque simplesmente não vai chegar. Não com toda essa deficiência de vitamina K. Não com a falta de filoquinona... simplesmente não coagula, não chega. Por mais forte que seja, não chega.
E eu não consigo ter nenhum tipo de reação, por falta de paciência. Por ter esgotado. Não tenho paciência de ouvir uma mesma música por cerca de 12 horas seguidas ou mais e levantar (da cadeira, pois nem sequer se deu o valor de deitar-se). Não tenho paciência de acordar sem ter dormido, com a cara de quem pretende ter um derrame ou algum tipo de choque afilático por que passou toda a sua noite numa insônia em frente a um monitor, esperando a melhor inspiração para lhe escrever alguma coisa que julgue "bonitinha" o suficiente para que "caia na real" de que eu esperei por cinco anos para dizer que eu gostei de quando te vi em frente a um muro de escola. Patético. Não tenho mais paciência de ser patética. Não, não tenho mais. Não tenho paciência de esperar telefones que não tocam, celulares estáticos em cima da escrivaninha... janelas "for windows" que não piscam, recados que não chegam... portas que não se abrem, não tenho. Não tenho paciência de acreditar que eu ouvi verdades suas em dias que eu sabia que você mentia. Não tenho paciência de gostar do seu sorriso. Nem mais de esperar que você chegue exatamente às quinze para as nove em uma noite de segunda-feira cheia de trabalho para aliviar minhas tensões. Não tenho paciência de terminar suas fotos, nem de imprimí-las e guardá-las em um lugar qualquer e provavelmente não terei de queimá-las. Não, não há vontade. Nenhuma sequer... não de ficar tocando a si mesma na esperança de sentir o que sentia com você. Não existe, não existe nenhum ânimo para querer seus beijos. Não existe nenhuma ansiedade de querer vê-lo, não há paciência. Não há lágrimas para chorar sua ausência, nem expressões faciais para sorrir sua vinda (que nunca chega). Não! Não há mais gritos e forças para brigar. Nem o ciúme quer vir mais. Não quer, não vem. Não tenho paciência... não de ficar respondendo às perguntas e ironias mesquinhas das pessoas que gostam de brincar com os sentimentos meus. Não tenho, não tenho nenhum pingo de paciência. Não de pensar positivo, nem de olhar no relógio e ver que eu perdi mais um dia em uma busca que nunca tem um ponto final. Não tenho paciência de sentir que essa falta de paciência dói. Não tenho paciência de sentir dor. Não tenho vontade de me sentir com vontade. Não tenho paciência de ter paciência. Simplesmente tudo aquilo de "mágico" não tem mais magia nenhuma.
Amar você se tornou um grande tédio!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Talvez


E ela mantia a cabeça baixa. E ela usava os cabelos praticamente cobrindo-lhe os olhos, com uma franja. Ela não era a pessoa mais comunicativa do mundo, nem a mais calada. Não era a mais bonita, nem a mais horrenda. Tampouco era comum.
E tinha os olhos escondidos.
Talvez porque ninguém mais se preocupasse com um olhar.
Ou então porque a maioria dos caras esperavam para ver seus peitos e esqueciam que seus olhos brilhavam quando ela ficava diante de alguém que realmente lhe fosse especial.



E talvez você fosse especial pra ela e nem percebesse. Talvez você fosse, ou não!

sábado, 3 de julho de 2010

Diálogos

_Vamos dormir juntos?
_Dormir. Você nem dorme.
_Por isso mesmo.
_Não entendo como me chama pra dormir com você se ao menos isso você faz.
_Quando eu falo dormir, não precisa levar ao pé da letra, a gente pode fugir do literal.
_Literal?
_É, a gente pode fugir pro litoral se quiser também!
_Você me confunde com seu jogo de palavras. Literal, litoral? O que você quer?
_Você!
­­_O que tem eu?
_Você me perguntou o que eu quero, oras!
_Sim, mas... ah, você me confunde!
_Se eu te confundo quer dizer que eu atraio você.
_Que?
_As pessoas quando se sentem atraídas por outras ficam confusas...
_Você está louca?
_Sim, por você!
_Hã?
_Eu estou louca e quero que você durma comigo esta noite, o que é que não entendeu?
_Você só quer esta noite?
_Porque? Você quer mais?
_Não, é que...
_Não?!! Você está me dispensando?
_Não é isso... é que eu...
_Você não me ama?
_Não... é que
_Você me ama e quer ficar comigo todas as noites?
_Calma, você está me confundindo mais, garota!
_Tudo bem, eu já entendi!
_Entendeu?
_Sim.
_O que foi, por que essa cara?
_É que eu te amo...


[...]


Depois de um silêncio corriqueiro, ele se levanta e diz:
_Tô indo nessa tá!
_Tá.




(Meninas amam. E eles (meninos) fazem reviravoltas pra não enxergar o que está bem diante dos seus olhos)